13 de abril de 2009

Recado

O ensaio amanha será no Stravaganza, acho q todos sabem onde é.

12 de abril de 2009

Macarena e reprocessamento

Achei o máximo algumas intenções e qualidade de movimento... mesmo sendo desenho, vale a pena conferir.
Boa semana pra todos nós!
Cozinhando no bafo... é mais gostoso! ;D

9 de abril de 2009

Reprocessamentos...

... para mim, um projeto bastante diferenciado dos demais feitos pelo Gaia.
Primeiro, por que me insere de outra forma. Pelo menos da minha parte existe a clareza do papel do Diego enquanto o proponente do projeto e responsável pela forma que ele vai tomar como obra e do meu papel enquanto colaboradora/facilitadora dessa ação de criação de um espetáculo.
Com relação à essência do projeto, para mim está muito próximo à lógica de criação do Mulheres. Explico: ao iniciar os trabalhos das obras anteriores do grupo, existia um caminho bastante claro a ser seguido: uma história, um livro, uma trilha.
Desde Mulheres, acho que esse caminho mais delimitado passa a dar lugar a uma orientação que terá seu caminho desenhado ao longo do andamento do próprio projeto.
Falar que serão reprocessadas lógicas coreográficas, lógicas audiovisuais é uma orientação que pode ter enquanto trajetória vários caminhos diferentes, mas todos chegam num mesmo propósito: o objetivo do projeto que, para mim é entendido como
Revisitar coreografias já existentes (Macarena – mas poderia ser o Triller do Michael Jackson, o Flash Dance - que eu até propus ao Di, ou a coreografia do É o Tchan, por que não) pertencentes ao universo pop (que interessa ao Di, a Ale e ao Gaia) e inseri-las na lógica de dança enquanto manifestação artística não pertencente ao dia a dia do sujeito comum (que não a percebe enquanto dança)
Pensando dessa forma, o que vejo hoje, enquanto formalização dessas idéias é uma série de escolhas (nada mais complexo que isso) que nos levaram a optar pela Macarena, pelas pessoas que compõem o projeto, pelas músicas que foram, de uma forma ou de outra, proposital ou surpreendentemente revelando caminhos possíveis para essa orientação, pelas formas de desvelar o que o projeto nos propõe enquanto caminho – buscando nessas formas diferentes criar novas zonas de (des)conforto para todo mundo, de modo que novas referências, vivencias, pensamentos, sensações, movimentos e ações surjam de forma genuína e particular desse projeto.
Por isso não percebo que os momentos de desconforto de cada um sejam conseqüências negativas de um processo metodológico mau conduzido. Mesmo não sendo proposital – cutucar essa zona inquieta – confrontar as pessoas com outras/novas/diferentes formas de se colocar, participar, criar e reproduzir (porque não?!) atualiza as descobertas que oferecem individualidade de cada projeto, de cada obra.
Nesse sentido, não caberia (de forma alguma) ter um caminho já pronto com aberturas pouco significativas para novas e impensadas proposições. Por isso a coisa toda vai se descobrindo ao longo de cada ensaio, de cada troca de e-mail, de cada leitura do blog ou de cada um individualmente quando se descobre ou questiona a própria inserção no projeto. Pois é disso que é feito um projeto de pesquisa (prática): ora certezas, ora incertezas, inquietudes ou confortos, descobertas e tudo mais que pode acontece quando nos permitidos ver o que acontece.

8 de abril de 2009

NOVAS CONSIDERAÇÕES

Pessoal, fiz um novo arquivo com considerações a partir da nossa conversa de terça.

Podem baixá-lo aqui http://www.grupogaia.art.br/temp.pdf.

31 de março de 2009

REMIX MACARENA

O João postou nos meus scrpas do Orkut um remix anagrâmico da palavra 'Macarena'. Achei muito ótimo! Vou colcar aqui:

A MARCA NE?
CARA MANE!
MERA CANA
AMAR NECA
RE NA CAMA
ARMA CENA
NEM A CARA
MAR E CANA
MAC ARENA
MACARENA

30 de março de 2009

Reprocessei a casa toda para achar...

Pulsão Macarena

Gente, olha, é cada coisa que aparece! Essa é do anonimocidadaoordinario:

Camisetas personalizadas de tarja preta

Tudo escuro e silencioso, as condições perfeitas para uma grande fuga. Silêncio, vocês atrás de mim! Não vamos estragar tudo agora, principalmente porque eu quem tive o esforço de arquitetar a coisa toda de forma perfeita. Gabriel, seu rufião dançarino, pare com a maldita Macarena! Se Freud estivesse vivo ele criaria a Pulsão Macarena em sua homenagem, seu merdinha. Em locais comuns, as paredes possuem ouvidos. Em um hospício, as paredes possuem ouvidos, câmeras de segurança e leões de chácara que se fingem de enfermeiros, então tratem de fazer silêncio para que tudo continue escuro e silencioso! Droga, Bernardete, jogar o urinol cheio na parede de vidro não foi uma atitude legal da tua parte. Eu te disse que vinganças e represálias deveriam ficar para depois que escaparmos. Agora, voltemos antes que os enfermeiros gorilões cheguem. Todo mundo, em fila indiana, por favor. Indiana, já falei! É mais fácil coordenar babuínos com diarréia crônica no uso de uma única privada do que loucos em fuga de um hospício...Eu mereço estar aqui. Só os presos são inocentes que não merecem estar na prisão, os loucos sempre merecem estar onde estão. Eles merecem estar para não poderem estar para merecerem sair e estar. Entendeu? Meu psiquiatra também não. Vai ver por isso ainda estou aqui, sem entrar no mérito do merecimento. Ou não. Mas não importa. Tudo começou com um plano perfeito. Uma coisa muito simples: eu ia dominar o mundo. Para isso, eu precisava de uma estratégia. Eu ia enlouquecer as pessoas para depois domina-las. Como? Essa é a parte brilhante: camisetas personalizadas! CA-MI-SE-TAS PER-SO-NA-LI-ZA-DAS! Eu, Rodrigo Rodrigues Rojas, sou um gênio! Bastava entrar em cada e-mail, fotolog, blog e alma de todas as pessoas, oferecendo minhas camisetas personalizadas diariamente até fazê-las, as pessoas, e as camisetas também!, babar e espumar de insanidade. Se elas se interessassem, melhor ainda, vendia qualquer Hering manchada e ainda ganhava unzinho. O Coringa e o dr. Evil que se fodam, sou mais eu!O plano funcionava harmonicamente, um lago dos cisnes maquiavélico e vitorioso. O problema foi quando eu comecei a mandar as ofertas de camisetas para mim mesmo. Nesse exato momento, percebi que talvez eu não fosse muito normal. Especial, como diria mamãe. Fui procurar ajuda profissional, então, e me jogaram nesta joça de paredes brancas. Eu podia falar um palavrão. Vou falar. Não, não vou não. Vou enviar camisetas personalizadas, pois é bem pior. Mas o local não é de todo ruim, vejam bem, conheci pessoas muito interessantes. O Gabriel, já lhes falei do Gabriel? Um figura, ele dança a Macarena compulsiva e cotidianamente, é impressionante. Porém, o mais importante é que o recinto provia minha sede de poder com o maravilhoso néctar da pós-modernidade comunicacional, a internet. Jamais abandonei meu mantra das camisas. Minha atual vítima é um blogueiro desses aí. Ele está prestes a vir fazer parte do séquito particular que formei por aqui, eu pressinto.Consegui alimentar a boca faminta por olhares e insanidades desse estabelecimento com louvor. Minha tática das camisetas revelou-se estrondosamente frutífera no objetivo de me agregar seguidores. Bernardete foi o exemplo melhor sucedido do que seria a pupila perfeita. Provavelmente ela me sucederia no trono da nova ordem Rodrigo-rodrigues-rojiana mundial que se anunciava. Mas seu ato impensado e arremessador de urinóis necessitava de represália. Uma pena. Vou ter que deixá-la sem bananada no jantar de hoje. Mas nada disso importa, tudo está escuro e silencioso novamente. O ontem foi um outro dia que não o hoje. E o hoje é o dia onde tudo ocorrerá sem deslizes. Já estamos quase no fim do corredor de número não importa, e agora é o momento mais complicado, pois precisamos passar pelos enfermeiros vigias do turno da noite. É agora. Isso, Gabriel, distraia-os com a Macarena enquanto rumo à minha liberdade = dominação do mundo = tirania para o resto das pessoas! Sinto a sede de poder sendo saciada gradativamente pela porta última tornando-se cada vez maior em minhas retinas, está tão perto, está tão perto... dor.Muita dor. Geralmente este é o resultado do choque de um cacetete contra uma cabeça. E se a cabeça for a minha, então a situação torna-se realmente dramática. É a quarta vez só essa semana que a fuga fracassa. Pelo visto, Gabriel não tem treinado a Macarena o suficiente, preciso alertá-lo para tal detalhe. Enquanto sou arrastado para meus aposentos, sou informado que, assim como Bernardete, ficarei sem minha bananada no jantar. Droga. Até os gênios precisam de planos melhores de vez em quando. Mas não há motivo para pânico. O cara do blog está para chegar e, então, tudo será diferente. Eu pressinto.