24 de março de 2009

SE

se
nem
for
terra
se
trans
for
mar
Paulo Leminski

pra pensar em SE TRANS FOR MAR
breve angústia compartilhada: o que em mim se repete e o que se reprocessa...

23 de março de 2009

Bonjour mes petit enfants!

O conteúdo abaixo foi retirado do blog sombriaelegancia.com









De muitas peças que se tornaram must have no guarda-roupa feminino, é provável que poucas tenham um tamanho apelo quanto as luvas. Especialmente as longas de cetim. Lembro sempre da cena clássica em que Gilda (Rita Hayworth) se despe perigosamente das luvas, numa sensualidade que nenhuma cena de nudez do cinema contemporâneo conseguiu ainda alcançar:
A referência mais antiga às luvas no Ocidente remonta à Odisséia, de Homero. As peças também são citadas em trabalhos do historiador grego Heródoto. As luvas se tornaram peça do vestuário feminino ao longo do século XIII, sendo feitas de seda ou algodão e se estendendo geralmente até o cotovelo. Por volta do século XVI, uma guilda de fabricantes de luvas (gantiers) já havia se estabelecido em Paris para proteger o “segredo da peça”. No entanto, estas belíssimas peças só se tornaram definitivamente populares entre a nobreza a partir do reinado de Elizabeth I (Dinastia Tudor), que usava luvas ricamente bordadas, inclusive com jóias! Os gantiers parisienses passaram a produzir não apenas luvas, mas luvas perfumadas com óleos aromáticos, musk, âmbar e outras fragrâncias, que enlouqueciam homens e mulheres nas cortes européias.
A imagem que temos das luvas hoje remete imediatamente ao começo do século XIX, durante a Era Napoleônica e a Restauração Monárquica. A cintura dos vestidos havia subido até um pouco abaixo do busto, criando a famosa silhueta império. Os vestidos de gala tinha mangas curtas e levemente bufantes. O colo, exposto por decotes generosos ainda que delicados, deixava espaço para o uso de jóias sofisticadas. Os tecidos eram leves (musselinas, organzas) e para complementar o visual etéreo, as luvas vinham até acima do cotovelo, confeccionadas em tecidos nobres como cetim, seda e veludo.
Com a Era Vitoriana e a profunda modificação dos costumes orquestrada não pela nobreza, mas pela burguesia industrial, novos padrões de beleza foram apresentados à sociedade. A fina cintura demarcada por espartilhos, as saias amplas que acentuavam essa silhueta em ampulheta, a subida dos decotes em nome da decência e um crescimento do culto às peles morbidamente claras - algo que certamente já vinha do Romantismo. As luvas, assim como os chapéus com véus, assumem a função de proteger a pele do sol e mantê-la sempre clara. Esse padrão vai entrar pelo século XX! Lembro que quando eu estava fazendo a pesquisa para a minha monografia, em jornais da década de 1910, me deparei com algumas “receitas” para manter a brancura e a delicadeza da pele das mãos, que iam desde recomendações para evitar o sol com o uso de luvas, até esfoliações com maizena.
A luva é uma peça de bom gosto e que pode ser facilmente incorporada ao seu dia-a-dia com um pouco de bom senso. Você há de concordar comigo que sair às 8hs da manhã com luvas de cetim preto acima dos cotovelos e uma babylook com calça jeans não é exatamente a coisa mais inteligente de se fazer… Bem, há tipos de luvas para agradar todos os gostos e necessidades:

A luva longa é uma peça que acrescenta um toque de classe e sofisticação ao seu visual. Pode ser encontrada em tecidos que vão desde o cetim até látex, passando, claro, pelas nossas queridíssimas rendas de todos os tipos! É preciso, porém, tomar cuidado com este tipo de luva. Qualquer peça que cubra as mãos ou apenas parte dos braços acaba atraindo a atenção para o tronco, o que é natural. Mas no caso das luvas longas, a parte superior dos braços também fica muito destacada, o que pode não ser uma boa se você, assim como eu, tem maravilhosos bracinhos roliços.
DICA: use e abuse com corsets overbust


Muito utilizado pelas noivas e meninas durante a primeira comunhão, este tipo de luva tem a vantagem de ser infinitamente mais discreta e delicada, não causando aquele impacto em cima da sua roupa. Com um comprimento em média de 4 dedos acima do punho, pode ser usada com mangas 3/4, criando um efeito muito harmonioso e feminino. Este tipo de luva pode ser encontrado em lojas de artigos para noivas ou, se você der sorte, em lojas de artigos para dança.



Luvas de renda preta desse tipo eternamente me lembrarão a Madonna em seus tempos áureos - nem mulher, nem menina, só uma garota levada. Essa é a impressão que este tipo de peça cria. Você tem de um lado a sofisticação da renda e de outro um ar inconseqüente e juvenil. Não use com manga longa, nem 3/4, sob pena de “fatiar” seu corpo. Uma manga do tipo japonesa ou babylook já cumpre seu papel.


A luva clássica, que pode vir em tecidos mais pesados, como veludos e lãs de vários tipos. Este tipo de luva pode ser usado tanto com manga longa quanto mangas mais curtas. Particularmente acho que ficam um charme com uma manga bufante bem delicada. Para mim, a variante mais charmosa desse tipo são as luvas de pelica, que eram muito utilizadas pelas senhoras elegantes para cavalgar.

ONDE COMPRAR LUVAS
* Lojas de artigos para noivas ou para dança;
* Lojas de fantasias (sim, você encontra, mesmo que não sejam de boa qualidade);
* Algumas lojas de moda alternativa, principalmente os modelos de renda e cetim;
* Brechós e lojas de antigüidades
Para os adeptos de um estilo mais puxado para o industrial, hoje em dia já é possível encontrar boas luvas de látex cirúrgico em tons de preto e até vermelho, mas eu não saberia dizer exatamente onde comprar estas peças.

Au Revoir



21 de março de 2009

Livro dos porquês.

Por que nos inquietamos?Sabem os girinos que hão de perder as suas caudas?Sabem as galinhas que hão de sair pintos dos seus ovos?Por que cacarejam as galinhas depois de pôr o ovo?A clara do ovo faz parte do pinto?Por que que a fervura amolece as batatas e endurece os ovos?O ovo respira?Os vermes respiram debaixo da terra?As sementes respiram?Na semente está contida toda a planta?A relva vulgar dá flores?Por que que as árvores não morrem no inverno como as flores?Por que que a luz desbota os tapetes e não desbota as flores?Por que que a luz não pode dobrar na esquina?Por que é que dois lados de um caminho reto se encontram ao longe?Se caminhassemos infinitamente para cima, onde iríamos parar?É prejudicial o uso de salto alto?Como é que as moscas podem andar pelo teto?Por que vemos uma mancha negra no céu depois de olharmos para o sol?Até onde a nossa vista alcança?Pra onde vai a água da chuva?Por que os caminhos ficam cheios de rãs depois da tempestade?Por que se avista um espaço tão grande de uma janela tão pequena?Qual é a origem dos pensamentos?Podemos pensar no que não nos interessa?Por que nos dói a cabeça?Por que não estamos nunca satisfeitos?O que é que faz voar os papagaios?Por que é que o cão anda em círculos antes de se deitar?Os cães podem raciocinar?Por que não grunhimos como os cães quando temos fome?O cérebro precisa de alimento?O cérebro do talentoso é maior que o do imbecil?Por que aprendemos Latim, se é uma língua que não se fala em parte alguma?Por que faz mais calor na India que no Alaska?Já se descobriu o mundo todo?Por que nos parece que os campos se movem quando vamos num trem?Por que temos tendência a correr pelas encostas abaixo?Convém ter sempre alguma coisa que fazer?Por que nos esquecemos de umas coisas e lembrarmos de outras?Por que não temos tudo o que precisamos?O que é uma garrafa térmica?Por que é que as mulheres usam anel de núpcias?Por que usamos trajes claros no verão e escuros no inverno?Onde se escondem as moscas no inverno?Poderiamos ver se não tivessemos cérebro?Pra onde vai a água da chuva?Por que os caminhos ficam cheios de rãs depois da tempestade?Por que se avista um espaço tão grande de uma janela tão pequena?Qual é a origem dos pensamentos?Podemos pensar no que não nos interessa?Por que nos dói a cabeça?Por que é justo termos medo da morte?Quanto tempo vivem os animais?O que é feito do caracol quando morre, que suas cascas aparecem sempre vazias?Como é que o caracol adquire a sua concha?Onde adquiriram os pretos a sua cor?As coisas têm cor durante a noite?De quem é a cara da lua?As estrelas realmente caem?Por que é que a gravidade não arrasta todas as estrelas para a terra?Poderiamos ser jogados para fora da terra?Onde iríamos parar se fossemos jogados para fora da terra?As pessoas que vivem nos polos rodam como piões?Por que dão voltas os objetos quando caem?Por que andam os relógios?Por que varia o preço do pão?Por que uma língua muda com o decorrer do tempo?É possível conhecer o futuro?Voltará a Idade do Gelo?De onde virão as moscas no próximo ano?É possivel ver as mais pequenas coisas?Pra onde vai a água da chuva?Por que os caminhos ficam cheios de rãs depois da tempestade?Por que se avista um espaço tão grande de uma janela tão pequena?Qual é a origem dos pensamentos?Podemos pensar no que não nos interessa?Por que nos dói a cabeça?

Vitor Ramil

Por que fazemos arte? Por quê? Por necessidade!

19 de março de 2009

MACARENA FASHION WEEK

Clique na imagem para ampliar.



17 de março de 2009

Sensações 2 - a missão!

Quando estive em SP, no final de fevereiro, passei uma tarde no MASP. Já havia comentado com alguns, mas quero compartilhar com todos a experiência que tive.
Naquela tarde, havia 4 exposições ... Interessante, porque foram montadas com base no acervo do museu. Já começou aí minha grande viagem: quando temos cuidado com nossa arte, guardamos o que temos, montamos nossos acervos, e depois podemos arranjar as obras da maneira que entendermos ser a mais adequada. Achei o máximo esse reprocessamento.
As exposições não poderiam ser mais interessantes: estive cara a cara com inúmeras obras que só conhecia através dos livros (Van Gogh, Manet, Monet, Picasso, Cézanne, Rembrandt, Renoir, Portinari, Rafael, entre tantos outros); pela primeira vez senti toda a densidade da obra destes e de inúmeros outros artistas célebres, pude observar as dimensões de suas obras, proporcionalidades, texturas das pinceladas... foi maravilhoso.
As exposições eram: Olhar e ser visto (retratos e auto-retratos), Virtude e Aparência a caminho do moderno (jogo entre visível e invisível na arte), Natureza das coisas ("modos" de retratar a natureza) e Arte do mito (em cena o tema do mito, apresentado em pinturas, desenhos, esculturas e cerâmicas).
Tá, e daí?! - vocês podem se perguntar, ou me perguntar...
Primeiramente, eu li absolutamente T_U_D_O o que havia para ser lido. Porque? Porque eu comecei a ler, e entendi... o curado do MASP usou uma linguagem tão interessante e (para mim) acessível, que era inevitável ler cada texto, a cada obra.
Na exposição Olhar e ser visto, na questão dos retratos e auto-retratos, foi impossível não lembrar do processo que vivemos no Alice (adulto), quando também pensamos-estudamos-trabalhamos questões para montar nossos auto-retratos.
O que mais me impressionou na visita ao museu, foi que nosso fazer artístico é up to date.
Repensei minha vida artística.
Me reprocessei. E sigo assim...

11 de março de 2009

LEMBRETE

Ensaio amanhã no Buteco, às 19h15.

Para as roupas, podem já pensar em levar looks de jeans e camiseta, conforme as idéias que falamos. Talvez com acessórios contrastantes, como as luvas de boxe do Nilton, por exemplo. Ou uma calça e um tutu por cima...

É isso.