11 de março de 2009

9 de março de 2009

TEXTO

Segue abaixo link para um texto da Sandra Rey, artista e coordenadora do PPGAV/UFRGS, sobre metodologia de pesquisa em arte.

Passo este texto porque concordo e pratico esse pensar/fazer que a Sandra descreve – não foi por acaso que a escolhi como orientadora.

Mas cabe lembrar que a apropriação destas idéias no meu trabalho não é fruto do meu ingresso no mestrado, pelo contrário, procurei o curso em função da identificação com esse modo de pensar/fazer arte. Entrei em contato com estes textos em 2006 e desde então tais aspectos balizam minha poética.

Existe um outro texto, também da Sandra, chamado “DA PRÁTICA À TEORIA: TRÊS INSTÂNCIAS METODOLÓGICAS SOBRE A PESQUISA EM POÉTICAS VISUAIS”, que aborda questões semelhantes. Então, para otimizar, copiei apenas alguns trechos importantes e inseri neste. Estão em azul.


Pedidos

Peço que façam da leitura destes textos uma atividade da pesquisa, na medida em que se fala de reprocessamento (de temas e mobilidades, mas também de artistas – vocês e eu). No decorrer dos ensaios e do projeto, é importante termos estas leituras na bagagem do corpo (memória); assim como é importante pisarmos no mesmo terreno; e, nesse caso, o jardim é meu. Portanto, venham.

Frente ao fato de que o texto é voltado para o campo das artes visuais, peço que leia-se “artes visuais”, e seus termos relativos, como se estivéssemos lendo a palavra “dança”, pois pra mim as duas estão muito próximas, apesar de suas diferenças.

No mesmo sentido, peço que entendam que a “pesquisa acadêmica” da qual se fala no texto é também entendida por mim como a mesma pesquisa que realizo fora da academia. Percebo-as como iguais porque estão situadas no que se chama de pesquisa em arte (pesquisa em artes visuais / pesquisa em dança), apoiada na poietica, e não pesquisa sobre arte. A nossa pesquisa, bem como as realizadas anteriormente e as futuras, são pesquisas em arte.

Peço também que façam um exercício de substituição na relação ‘artes visuais e dança’, fazendo analogias dos exemplos de artistas especificamente visuais com os artistas da dança ou de outras áreas artísticas.

Outro lembrete: o texto não serve somente ao entendimento dos vários aspectos que contribuem na minha forma de trabalho. Serve também como um “modelo” do tipo de artistas que me atraem trabalhar e que, assim, me auxiliam na composição de um corpo-elenco com uma linguagem própria, para este e para futuros trabalhos. Ou seja, não leiam identificando apenas minhas posturas e pensamentos, mas coloquem como os próprios artistas-pesquisadores em questão.

Por ultimo, peço que se alguém já tiver lido o texto, que o faça novamente desde a perspectiva do nosso projeto.


http://www.grupogaia.art.br/Sandra Rey - Por uma abordagem metodolgica da pesquisa em Artes Visuais.pdf

Sensações 1

Dentre tantas experiências que já vivenciamos com relação à poética das passagens, gostaria de compartilhar com vocês uma que, em particular, sempre me chamou muito a atenção. Ok, ok, eu confesso: a música é de 87, e na época eu era um jovem adolescente, nem imaginava o que pudesse ser algo além dos meus discos de vinil...
É uma música do Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros, "Chinesa Videomaker"... Tudo a ver com o Dieguito - heheheheheheheh A_Dóóóóóó_ROOOOOO!!!
Então, uma vez eu tinha comentado com o Diego sobre a música, e pensando mais sobre, vi que ela me dá a sensação perfeita de passagem. Os recursos que o Fausto encontrou para conseguir isso são fantásticos - pra mim, ele é ótimo em criar cenas musicais... Através da linguagem/ritmo/música ele constrói tempo, lugar, ação, e consegue passar a idéia de tempo decorrido. O mais interessante, é que várias imagens passam em minha cabeça ao ouvir a música, ao ouvir o que ele propõe.
Enfim, acho que pode nos ajudar em nosso processo de construir cenas dançadas.

Beijocas.

Ai, gente... derrota! Alguém me ajuda a postar uma música? só vejo aqui como postar vídeos e imagens, mas música não...
Saco!

8 de março de 2009

Briefing

Realmente somos um novo grupo em (in) formação... Formação... Formatação? Forma? Prefiro a palavra criação. Isso! Somos um novo grupo em criação. Curiosamente joguei essa palavra no Google e sabem o que apareceu: criação publicitária:
Então fui apenas substituindo algumas palavras no texto:

O caminho mais direto e menos demorado para acertar sempre é não sair de uma reunião de inicio de projeto sem um briefing. O briefing é um direcionamento preciso para o trabalho a ser realizado. Nele, devem estar listados dados sem os quais as possibilidades de erro são enormes.
Bom, o nosso briefing, como muito bem disse a Fabi, são as nossas credencias: "Alice" e "Mulheres".

Temos um brieging: Reprocessamentos. Temos o material humano: artistas envolvidos nos projetos já citados. O mesmo diretor que participou dos dois processos.
O briefing deve criar um roteiro de ação para criar a solução que o cliente procura (aqui podemos substituir por: o que o grupo quer dizer), é como mapear o problema, e com estas pistas, ter idéias para criar soluções.

O briefing é uma peça fundamental para a elaboração de uma proposta de pesquisa. É um elemento chave para o planejamento de todas as etapas da pesquisa de acordo com as necessidades do grupo.

Os itens que devem compor um bom briefing são:
1) Histórico: Nós já temos, tanto como artistas, como Grupo Gaia.
2) O Problema: Este item pode até vir dentro do anterior ou não, mas é muito importante. O histórico deve desembocar no problema que o grupo está enfrentado no momento, e que é o pano de fundo para a necessidade que ele identificou para a condução da pesquisa. Em outras palavras, é o que ele espera ver resolvido depois da pesquisa
3) Objetivo(s) da Pesquisa: Deve ser uma descrição sucinta e estar relacionado com o problema anteriormente definido.Aqui são apontados aos tópicos que a pesquisa deve cumprir.
4) Padrão de Ação: Talvez um dos pontos mais importantes e normalmente menos lembrados pelos grupo. Aqui ele deve definir o que fará com os resultados da pesquisa, independentemente do que virá pela frente. Ou seja, que decisão será tomada com os resultados futuros em mãos. O Padrão de Ação é um guia fundamental para calibrar e melhor desenhar o plano de pesquisa, definir os envolvidos no projeto e para a análise dos resultados, incluindo aí as recomendações estratégicas. Importante aqui é não incorrer no risco de definir um padrão de ação genérico, por exemplo, "os resultados desta pesquisa serão utilizados na definição da estratégia futura da obra. Isso pode até ser verdade mas na maioria das vezes é possível ser mais específico. Devemos nos perguntar: que aspecto da estratégia da obra?
5) Questões Específicas (ou Áreas de Investigação): Neste item o grupo deve incluir todas as perguntas ou áreas de informação que ele precisa/deseja obter, sempre à luz do problema de criação e dos objetivos do estudo.
6) Público-Alvo: Cabe aqui falar do público-alvo da pesquisa. Atenção para a eventual necessidade de informações além da descrição básica do "mercado". Muitas vezes é importante considerar elementos adicionais, a exemplo de dados de comportamento e atitude.
7) Áreas Geográficas: Definição das áreas geográficas/cidades que a obra deverá cobrir.Pode-se pensar em bairros, como zonas nobres ou menos favorecidas, como campos geográficos de delimitação da pesquisa.
8) Materiais Anexos: Neste item o cliente deve relacionar os materiais que farão parte da pesquisa, a exemplo de cartazetes, etc.Chamados também de materiais de apoio. São referências, geralmente, aos trabalhos anteriores, quando houver. E há muitos!
9) Limitações de Prazo e Custo: Algumas pesquisas acabam não sendo planejadas e conduzidas idealmente por limitações de prazo e/ou custo.

E devemos atentar para etapas que também fazem parte do processo:

Dúvidas
Oportunidades
Pontos fracos

Bom, agora é só se jogar no trabalho!

7 de março de 2009

MACARENÍSTICO-Contatos imediatos de terceiro grau

...Gente...se formou um novo grupo.
um grupo com relações pré estabelecidas.
Saí do último ensaio um pouco instigada por isso.
Pois dentro deste grupo tem dois grande laços, o Alistico e o Mulheristico!
Dois grupos com relações bastantes fortes, com ideais muito marcantes, com afetos muito enlaçados.
Com uma certa maturidade esses grupos dialogam e se entrelaçam.
Porém senti durante o ensaio que devido a esses laços, sempre procuramos o terreno que conhecemos, o corpo que estamos mais acostumados, que já sabemos como e por onde ir.
Me peguei então, no início do ensaio, dialogando mais com a Ale e com o Nilton, uma situação completamente natural, mas que temos que te-la consciente.
Encarar como parte do processo, como desafio, mas principalmente se colocar aberta a este novo grupo.
Então resolvi ficar mais na minha e tentar dialogar com todos.
Senti sim ,um pouco de dificuldade . Mas acho que assim como eu estava procurando os meus corpos conhecidos, as minhas áreas de conforto, todos inconscientemente estavam.

Claro que me fiz diversas perguntas!

Acho que isso é o processo de formação de um grupo!
É um processo natural e normal que se precisa passar!

Porém temos que atentarnos a ele, para que isso não vire costume, e para vermos que, de certa forma,estamos sempre tentando saber onde pisamos .

ALÉM DISSO,O ESPAÇO DEVE SER CONQUISTADO
(nada melhor que a fase da paquera,das descobertas!)

bom...por falar nisso, vamos dar uma voltinha!?

AMO MUITO TUDO ISSO

5 de março de 2009