Desde que o homem é homem ele faz moda. E quando paramos para observar a moda que vem sendo "lançada" no séc. XXI é um reprocessamento contínuo das décadas de 50, 60, 70, 80 e 90 desde roupas, acessórios, festas temáticas,... Encontramos o saudosismo emblemático dentro da ferramenta orkut onde são várias e populosas as comunidades referentes a produtos antigos e até "extintos". Dento da produção musical encontramos o retorno às paradas de sucesso algumas tendência antigas como o rock tradicional, o jazz, o blues, a bossa nova.
Podemos notar ainda dentro de nosso própria produção, quem consegue esquecer o espetáculo Não se Pode Amar e Ser Feliz ao Mesmo Tempo (Grupo Gaia) e seu referenciado reprocessado Não se Pode Amar, Gozar e Ser Feliz ao Mesmo Tempo (Incubadora Gaia- Fabi Vanoni).
O futuro do século passado tem sido um reprocessamento explícito do mesmo onde buscamos identidades, bem-estar, afirmações, questionamentos para o tempo atual. Ao reprocessar estamos dizendo que aquilo faz parte de nós ou que podemos fazer melhor e usar melhor? Estamós nós voltando ao passado ou tentando melhorá-lo?Estamos tentando enriquecer o presente vazio ou superlotar a sociedade da infomação? Reprocessar é uma luta passado X presente , nós X tempo; ou uma adição de todas essas coisas?
Se o reprocessar é constante para nós, nunca teremos um produto, uma identidade formado do último reprocessamento haja vista que ele imediatamente será reprocessado novamente. Se tudo que buscamos é adicionar informações reprocessadas insaciavelmente talvez não estajamos em uma esteira de reciclagem, afinal de contas a esteira tem um começo e um fim, também não há movimento circular pois ela nunca retorna ao ponto de início. Digo eu que estamos reproduzindo exteriomente a Espiraldo Silêncio da semiótica, reprocessando, elevando e complexificando ao ponto da partitura única de cada um.
17 de fevereiro de 2009
15 de fevereiro de 2009
12 de fevereiro de 2009
10 de fevereiro de 2009
Passagens e reprocessamentos cotidianos
Queridos,
Estava eu, andando no centro de Porto Alegre, e vi um "homem sanduíche" - daqueles com placa e tudo. Era um tipo bem humorado, e apesar de todo o calor que fazia às 13h50min na Rua da Praia, o cara estava lá, gritando a plenos pulmões o seu único texto: COMPRO VENDO OUROOOO...
Coincidência - ou não... -, uma mulher do tipo bem gostosona também estava de passagem pelo centro, assim como eu. Quando a mulher passou pelo homenzinho, ele lascou um "compro vendo ouro" com uma entonação tal, que não restaram dúvidas a respeito do que ele estava dizendo. E obviamente, não se tratava de comprar ou vender ouro, mas sim um claro elogio aos atributos físicos da bonitona que passava.
Fiquei pensando nos processos que estamos trabalhando, em que através de uma mesma partitura, de um mesmo texto, de uma mesma coisa, tentamos re-signnificá-la; pesquisamos como uma mesma coisa pode ser outra, ou melhor, várias outras coisas. Reprocessamentos.
Ainda sobre minhas experiências em passagens, no último sábado fui convidado a um casamento. Eu ali, paradinho no banco da Igreja, vi passarem os padrinhos, os pais do noivo, os pais da noiva, o noivo, e enfim, a mais esperada passagem da noite: a noiva.
Confesso que o zap rolou frouxo, de minha parte. Havia convidados presentes bem mais interessantes que aqueles que passavam na esteira vermelha em direção ao altar. Havia decoração, imagens sacras, luzes, flores (muitas flores), e fiquei pensando: as flores que decoravam cada banco também observavam a passagem mais esperada da noite: o buquê da noiva.
Estava eu, andando no centro de Porto Alegre, e vi um "homem sanduíche" - daqueles com placa e tudo. Era um tipo bem humorado, e apesar de todo o calor que fazia às 13h50min na Rua da Praia, o cara estava lá, gritando a plenos pulmões o seu único texto: COMPRO VENDO OUROOOO...
Coincidência - ou não... -, uma mulher do tipo bem gostosona também estava de passagem pelo centro, assim como eu. Quando a mulher passou pelo homenzinho, ele lascou um "compro vendo ouro" com uma entonação tal, que não restaram dúvidas a respeito do que ele estava dizendo. E obviamente, não se tratava de comprar ou vender ouro, mas sim um claro elogio aos atributos físicos da bonitona que passava.
Fiquei pensando nos processos que estamos trabalhando, em que através de uma mesma partitura, de um mesmo texto, de uma mesma coisa, tentamos re-signnificá-la; pesquisamos como uma mesma coisa pode ser outra, ou melhor, várias outras coisas. Reprocessamentos.
Ainda sobre minhas experiências em passagens, no último sábado fui convidado a um casamento. Eu ali, paradinho no banco da Igreja, vi passarem os padrinhos, os pais do noivo, os pais da noiva, o noivo, e enfim, a mais esperada passagem da noite: a noiva.
Confesso que o zap rolou frouxo, de minha parte. Havia convidados presentes bem mais interessantes que aqueles que passavam na esteira vermelha em direção ao altar. Havia decoração, imagens sacras, luzes, flores (muitas flores), e fiquei pensando: as flores que decoravam cada banco também observavam a passagem mais esperada da noite: o buquê da noiva.
Alguns achados e outros perdidos
Pensando, pensando e pesqusando encontrei alguns dados e pensamentos me vieram.
Sabendo que estamos usando a apresentação de widescreen encontrei este site bem "chulé" mas interessante a cerca deste formato : www.widescreenmuseum.com/ (sim, está em inglês).
A respeito do processo zaping, alguns filmes que trazem um mecanismo semelhante ao ir e voltar (não o retroceder) são o Efeito Borboleta (interessante por trabalhar a teoria do caos, onde podemos pensar o zapeador como o único pensador de sua história enquanto a mesma se torna intelegível para terceiros) e o outro filme é O Vidente (onde vemos inserido a angústia do que está por vir - a eterna lida do final no livro antes de começá-lo; e o ser e seus múltiplos possíveis - adentrando a teoria quântica, universo do qual os aprelhos digitais e o próprio zapiador estão adentrando cada vez mais na busca da pluralidade).
Com essas referências me pergunto como encher o ponto de visão do público como uma tela widescreen faz, uma fez que foi projetada para preencher 100% do campo de visão do espectador? Quantas são as visões de um espectador, de um público nas frações de segundos (apreenssão de imagem, processamento da imagem, combinação no banco de dados da memória, ativação das emoções relacionadas, sons relacionados, cheiros, texturas e como toda essa miscelância se torna um caos dentro do público que ainda assim se pega antecipando o final do espetáculo)? Esse, o reprocessamento dentro de cada um do público que vamos instigar. Quais vão ser as coreografias, músicas, cores, movimentos que vamos dançar afim de levá-los em um processo de reciclagem? Questões estas que com certeza sempre estão em todo o processo artístico, mas como NÓS estamos falando de reprocessamento devemos ponderar mais a cerca disto.
Sim sim! Eu também acho uma loucura de se perder, mas vai valer a pena quando nos acharmos.
Sabendo que estamos usando a apresentação de widescreen encontrei este site bem "chulé" mas interessante a cerca deste formato : www.widescreenmuseum.com/ (sim, está em inglês).
A respeito do processo zaping, alguns filmes que trazem um mecanismo semelhante ao ir e voltar (não o retroceder) são o Efeito Borboleta (interessante por trabalhar a teoria do caos, onde podemos pensar o zapeador como o único pensador de sua história enquanto a mesma se torna intelegível para terceiros) e o outro filme é O Vidente (onde vemos inserido a angústia do que está por vir - a eterna lida do final no livro antes de começá-lo; e o ser e seus múltiplos possíveis - adentrando a teoria quântica, universo do qual os aprelhos digitais e o próprio zapiador estão adentrando cada vez mais na busca da pluralidade).
Com essas referências me pergunto como encher o ponto de visão do público como uma tela widescreen faz, uma fez que foi projetada para preencher 100% do campo de visão do espectador? Quantas são as visões de um espectador, de um público nas frações de segundos (apreenssão de imagem, processamento da imagem, combinação no banco de dados da memória, ativação das emoções relacionadas, sons relacionados, cheiros, texturas e como toda essa miscelância se torna um caos dentro do público que ainda assim se pega antecipando o final do espetáculo)? Esse, o reprocessamento dentro de cada um do público que vamos instigar. Quais vão ser as coreografias, músicas, cores, movimentos que vamos dançar afim de levá-los em um processo de reciclagem? Questões estas que com certeza sempre estão em todo o processo artístico, mas como NÓS estamos falando de reprocessamento devemos ponderar mais a cerca disto.
Sim sim! Eu também acho uma loucura de se perder, mas vai valer a pena quando nos acharmos.
5 de fevereiro de 2009
O BOTÃO QUE FALTA
Utilizei este vídeo no blog da Compujob, e achei que tem bastante relação com nosso processo, não somente em nossa pesquisa de linguagem e temática, mas na maneira com que atuamos. Ficadica!
Poética das passagens na veia
Queridos amigos!
Esta é a primeira oportunidade que tenho para escrever, em dez dias... Desculpem se não estou conseguindo acompanhar muito bem a sequencia do blog.
Vou falar de sensações e de idéias que literalmente passam na frente da minha vista, dentro da minha cabeça, entranhado em mim, de uma maneira que só é possível na infância... Estou louca?
Acho que não! Sigam meu pensamento: Uma viagem para um lugar estranho fez com que as minhas referências e a minha identidade (ela existe mesmo?) se diluam no momento em que os idiomas se cruzam, as culturas se cruzam, as idéias dançam sem parar, e há dança, há poesia em tudo! E de uma forma muito estranha tenho lembrado de muitas coisas de infância, com detalhes que não sei se são verdadeiros ou não. O mais estranho é que hoje conversando com um amigo que está na Itália conversamos exatamente sobre isso. Fiquei bem interessada em pesquisar sobre isso.
Di! tu conhece o mapa do metrô de Paris? Cara, é a poética das passagens na veia! Cara, são doze linhas que se combinam de várias formas. Quando cheguei na Estação de Chatelet não teve como não pensar em ti!!!!!!!!!!!! Em nós!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tenho caminhado muito, por muitos lugares. Até agora já passei por Paris, Veneza, Padova, Verona (sim! fui à suposta casa da Giulietta e também vi a sua tumba) e, pasmem! fui ovacionada por um grupo de chineses quando eu estava no Famoso Balcão!!!!!!!! Uma loucura! Ahahahaha! Hoje cheguei a Perugia, na casa de um amigo. Amanhã vamos a Assis, a cidade de São Franciso de Assis e de Santa Clara, o irmão sol e a irmã lua!
Em Paris assisti o ensaio do João Fernando e da Lorena (partner dele), ele estão numa busca bem interessante, que fala do acaso, do efêmero e do perecível.
Passagens, muitas, de avião, de trem, de ônibus! Caminhos e descaminhos...
A viagem está recém no seu décimo terceiro dia, mas a viagem para dentro de mim não pode ser mensurada, por exemplo, quando entrei na Basílica de Sao Marco, emVeneza, tive a sensação de já ter ido naquele lugar antes. Como se eu tivesse vivido nos tempos do Marco Polo... Acendi uma vela por todos nós na Basílica, e brindo cada cálice pensando em todos!
E ainda tenho muito para ver e viver... Quando puder conto mais!
Saudade de todos,
Beijos do tamanho do oceano atlântico que nos separa.
Esta é a primeira oportunidade que tenho para escrever, em dez dias... Desculpem se não estou conseguindo acompanhar muito bem a sequencia do blog.
Vou falar de sensações e de idéias que literalmente passam na frente da minha vista, dentro da minha cabeça, entranhado em mim, de uma maneira que só é possível na infância... Estou louca?
Acho que não! Sigam meu pensamento: Uma viagem para um lugar estranho fez com que as minhas referências e a minha identidade (ela existe mesmo?) se diluam no momento em que os idiomas se cruzam, as culturas se cruzam, as idéias dançam sem parar, e há dança, há poesia em tudo! E de uma forma muito estranha tenho lembrado de muitas coisas de infância, com detalhes que não sei se são verdadeiros ou não. O mais estranho é que hoje conversando com um amigo que está na Itália conversamos exatamente sobre isso. Fiquei bem interessada em pesquisar sobre isso.
Di! tu conhece o mapa do metrô de Paris? Cara, é a poética das passagens na veia! Cara, são doze linhas que se combinam de várias formas. Quando cheguei na Estação de Chatelet não teve como não pensar em ti!!!!!!!!!!!! Em nós!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tenho caminhado muito, por muitos lugares. Até agora já passei por Paris, Veneza, Padova, Verona (sim! fui à suposta casa da Giulietta e também vi a sua tumba) e, pasmem! fui ovacionada por um grupo de chineses quando eu estava no Famoso Balcão!!!!!!!! Uma loucura! Ahahahaha! Hoje cheguei a Perugia, na casa de um amigo. Amanhã vamos a Assis, a cidade de São Franciso de Assis e de Santa Clara, o irmão sol e a irmã lua!
Em Paris assisti o ensaio do João Fernando e da Lorena (partner dele), ele estão numa busca bem interessante, que fala do acaso, do efêmero e do perecível.
Passagens, muitas, de avião, de trem, de ônibus! Caminhos e descaminhos...
A viagem está recém no seu décimo terceiro dia, mas a viagem para dentro de mim não pode ser mensurada, por exemplo, quando entrei na Basílica de Sao Marco, emVeneza, tive a sensação de já ter ido naquele lugar antes. Como se eu tivesse vivido nos tempos do Marco Polo... Acendi uma vela por todos nós na Basílica, e brindo cada cálice pensando em todos!
E ainda tenho muito para ver e viver... Quando puder conto mais!
Saudade de todos,
Beijos do tamanho do oceano atlântico que nos separa.
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